terça-feira, 10 de agosto de 2010

no Espaço de Arte do Sebo e Livraria Casa Aberta recebe

Exposição
“Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior 40 anos dedicados à Arte”

Abertura acontece no dia 14 de agosto às 10:00 horas no Espaço de Arte do Sebo e Livraria Casa Aberta (Rua Lauro Muller, 83 - Centro – Itajaí – SC)
visitação de 16 de agosto a 16 de setembro de 2010, das 09:00 às 18:00 horas
Realização e Curadoria Cláudia Regina Telles
Apoio Sebo e Livraria Casa Aberta

(47) 9159-4220 8424-0117
ceramicalquimica@gmail.com
http://ceramicalquimica.blogspot.com/http://silvestrejoaodesouzajunior.blogspot.com/

sobre a exposição
A Exposição “Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior - 40 anos dedicados à Arte”, tem sua segunda mostra na cidade de Itajaí. A primeira exposição aconteceu no Espaço de Arte da Biblioteca da UNIVALI de 6 a 30 de julho, durante este período recebeu grupo de estudantes que foram ao espaço fazer pesquisa sobre o artista local para trabalho da disciplina de artes, além de acadêmicos e freqüentadores da biblioteca, artistas e comunidade de Itajaí e região, visitaram-na e conheceram os trabalhos que marcam a trajetória do artista itajaiense.
E a partir do dia 14 de agosto às 10:00 horas estará aberta a visitação no Espaço de Arte do Sebo e Livraria Casa Aberta (Rua Lauro Muller, 83 - Centro – Itajaí – SC), e fica disponível a comunidade itajaiense até o dia 16 de setembro de 2010, sempre das 09:00 às 18:00 horas.A Exposição “Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior - 40 anos dedicados à Arte” objetiva oportunizar o conhecimento das vozes do artista através de sua própria memória, ecos da sua lembrança, o que é raro acontecer em nossa cultura.
A idéia de realizar a exposição com memoriais surge da organização e registro do acervo de trabalhos, projetos e escritos do artista. A intenção é compor um panorama da trajetória de 40 anos dedicados a investigação de múltiplas linguagens artísticas.
Mas o que é um memorial??
Memorial se constitui no exercício de questionamento das experiências vividas no passado ou presente através das recordações/lembranças e registros (anotações, relatórios e fotografias ). Um memorial através de sua composição gera informações que confiram novos sentidos, um novo olhar sobre o vivido.
Os memoriais apresentados na exposição sobre trajetória artística de Silvestre, compõe uma linha do tempo que costura vivências do artista, memórias e processos de construção de obras de arte.
Textos curtos e imagens, contam das experimentações de múltiplas linguagens, pois Silvestre, sempre buscou conhecer e ir aos limites dos seus potenciais criativos, do conhecimento das matérias e dos materiais, e ser criativo, inventivo a partir desses, construir e instaurar novos sentidos a matérias pouco poéticas.
Há uma série de memoriais que contam o encontro do artista com a cerâmica, e na linguagem, a busca por saberes empíricos da antiga arte cerâmica, forjados durante horas e horas nos 25 anos que Silvestre ficou em frente ao forno cerâmico, leituras e experiências que construíram um corpo de saber próprio sobre a arte do fogo que nas mãos artista sempre se renova e vivifica.
Silvestre não é um artista de ateliê que reproduz processos, técnicas e poéticas, é um artista que pensa, pesquisa, que vai a últimas conseqüências dos processos artísticos. Pois o artista precisa ser uma presença viva na sociedade, as vezes marginal, pois todo artista de verdade tem seu lado incomodo, já que não há arte sem ruptura, sem transformação e sem a revelação ou a exposição do novo. Como todos nós sabemos, o ser humano resiste ao desconhecido que a novidade da arte representa e a história da arte conta bem com as relações entre o artista, arte e sociedade acontece.
E todo o trabalho de organização do acervo, curadoria e composição dos memoriais foi importante para o artista mirar-se no espelho do trabalho que realizou, e que a mostra organizou. A partir do olhar da curadoria as suas vivências, projetos e trabalhos formam um todo, um grande ciclo que a exposição dos 80 memoriais desenha e que pretende-se mostrar em vários espaços culturais de Itajaí e região.

Todos são convidados a viajar através da história do artista itajaiense Silvestre João de Souza Júnior e conhecer seus trabalhos e um pouco mais sobre as linguagens que pesquisou.
A exposição irá oferecer visitas monitoradas para escolares mediante agendamento prévio através: ceramicalquimica@gmail.com
(47) 9159-4220 – 8424-0717

por Cláudia Regina Telles realizadora e curadora da exposição
(47) 9159-4220 8424-0117
ceramicalquimica@gmail.com


sobre o artista
Silvestre João de Souza Júnior, nascido na década de 50 no bairro Fazenda, na Itajaí das chácaras e dos carros de molas, no ano que completa 60 anos, celebra 40 anos dedicados à arte e às suas funções.
Desde menino demonstrou sensibilidade para as artes, em especial a modelagem em argila, o que mais tarde se traduz em grande paixão artística. Foi aluno do Colégio Salesiano, Victor Meirelles e (Escola Técnica de Comércio de Itajai) “Morisco”, nesse se torna co-autor do Hino de Itajaí, oficializado através da Lei nº 1142 de 07 de dezembro de 1971.
Na juventude voltou-se aos estudos de filosofia oriental e artes marciais.
Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1975, na FEPEVI (atual UNIVALI) e depois de algumas incursões em diversas funções na área, iniciou sua jornada em busca de experiências na Arte.
TRAJETÓRIA ARTÍSTICA
Sua trajetória artística inicia na década de 1970, período em que Silvestre observa o mundo a sua volta e expressa suas percepções e impressões através de desenhos e textos. Apesar de envolto com a educação formal, foi aos poucos deixando de lado o curso convencionado pelo social da época para realizar trabalhos e investigações em diversas linguagens.
Silvestre é uma artista que viveu entregue à Arte e nesse caminho empreendeu estudos em múltiplas linguagens durante esses 40 anos: desenho, modelagem, escultura, cerâmica, instalação, arte mural, xilogravura, serigrafia, intervenção urbana, pintura, mosaicos. O artista possui trabalhos selecionados e premiados em salões de artes visuais.
Agitador cultural, integrou o Conselho Municipal de Cultura de Itajaí na década de 80. Durante dois anos foi diretor da Casa da Cultura Dide Brandão, um dos períodos mais fecundos das Artes e da Cultura na cidade e projetou o nome da Casa e de Itajaí nacionalmente, por incluí-la no circuito nacional de espetáculos e shows.
Participou da fundação da AAPI/Associação de Artistas Plásticos de Itajaí e Associação Artistas Plásticos de Balneário Camboriú e Itajaí.
Tem obras expostas em espaços públicos do estado, como Mural Cerâmico na FURB, Mural entalhe da Casa da Cultura Dide Brandão, Mural Cerâmico na Praça Genésio Miranda Lins e o Busto do Negro Simeão no Museu Histórico Itajaí.

Organizou e participou de exposições coletivas em Itajaí, na região sul e na Argentina.
Desenvolveu técnica de entalhe baseado nos princípios da fotografia e se dedica a pesquisas da Arte Cerâmica, queimas artesanais e esmaltes especiais.
Como arte educador ministrou oficinas de Entalhe e Relevo em Madeira em Itajaí, cursos de Cerâmica (Queimas Especiais) no Instituto de Ceramologia Condorhuasi de Buenos Aires/Argentina e realizou projetos com crianças em situação de risco social em Itajaí e na Serra de Comenchigones em Córdoba/Argentina.
Silvestre mantém em sua residência o Ateliê Cerâmica Alquímica, realiza restauros de murais cerâmicos, desenha, esculpe, pesquisa sobre Esmaltes Raros, Especiais e de Tradição Oral, desenvolve projetos artísticos em cerâmica e outras linguagens.
Durante 15 anos teve como parceira de vida e arte a artista argentina, Alicia Arena, falecida em 2004.

A exposição irá apresentar um panorama do trabalho do artista através de obras premiadas em salões de arte, pinturas, desenhos, projetos, processos de obras conhecidas do público como o Mural de escultura em madeira Os Carijós, exposto na Casa da Cultura desde 1982, esculturas, murais, instalações, poemas e textos sobre arte.

Mural Cerâmico “O Voo da Morte” 2001 Silvestre João de Souza Júnior (foto Cláudia regina Telles)
O artista possui uma página pessoal na internet http://silvestrejoaodesouzajunior.blogspot.com/
onde o público poderá encontrar referências e amostras do trabalho em diversas linguagens realizado nesses 40 anos dedicados à arte

SERVIÇO
O QUE? Exposição “Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior - 40 anos dedicados à Arte”
QUANDO? Abertura – dia 14 de agosto às 10:00 horas
Visitação de 16 de agosto a 16 de setembro de 2010, das 09:00 às 18:00 horas

ONDE? no Sebo e Livraria Casa Aberta, Rua Lauro Muller, 83 - Centro – Itajaí - SC
QUEM? Realização e Curadoria de Cláudia Regina Telles
Apoio do Sebo e Livraria Casa Aberta
ENTRADA FRANCA
47) 9159-4220 8424-0117
ceramicalquimica@gmail.com
http://ceramicalquimica.blogspot.com/http://silvestrejoaodesouzajunior.blogspot.com/






quarta-feira, 28 de julho de 2010

Exposição
“Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior - 40 anos dedicados à Arte”
Realização e Curadoria Cláudia Regina Telles

Quem ainda não foi visitar a Exposição “Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior - 40 anos dedicados à Arte”, que está montada no Espaço de Arte da Biblioteca da UNIVALI (hall da biblioteca Central) terá até 30 de julho, das 08:00 as 22:00 horas para fazê-lo.
A exposição esta disponível a visitação desde 06 de julho e durante este período recebeu grupo de estudantes que foram ao espaço fazer pesquisa sobre o artista local para trabalho da disciplina de artes, de acadêmicos e freqüentadores da biblioteca, artistas e comunidade de Itajaí e região que visitaram-na e conheceram os trabalhos que marcam a trajetória do artista itajaiense.
A idéia de realizar a exposição com memoriais, nasce da organização e registro do acervo de trabalhos, projetos escritos do artista. Na intenção é compor um panorama da trajetória de 40 anos dedicados à investigação de múltiplas linguagens. Silvestre, sempre buscou conhecer e ir aos limites dos seus potenciais criativos, do conhecimento das matérias e dos materiais, do ser inventivo a partir destes.
O que é um memorial?? O Memorial se constitui no exercício de questionameno das experiências passadas e faz aflorar além de recordações/lembranças, mas as informações que confiram novos sentidos ao nosso presente.
Os memoriais apresentados na exposição constroem uma linha do tempo que costura vivências artísticas através de textos e imagens, que contam das experimentações de múltiplas linguagens e como o artista se encontra na cerâmica e que agora redescobre seu trabalho através dos memoriais e do meu olhar. Nessa linguagem, a busca por saberes empíricos da antiga arte cerâmica, forjados durante horas e horas frente ao forno cerâmico, a o fazer cerâmico, nas mãos artista sempre se renova.
A Exposição “Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior - 40 anos dedicados à Arte” objetiva oportunizar o conhecimento das vozes do artista através de sua própria memória, ecos da sua lembrança, o que é raro acontecer, pois em nossa cultura, o artista bom é o artista morto. Valorizo a vida e suas possibilidades, creio que vivemos tempos em que é urgente e necessário valorizar e celebrar a vida humana. O artista enquanto presença viva na sociedade, é marginal, pois todo artista de verdade tem seu lado incomodo, pois não há arte sem ruptura, sem transformação e sem a revelação ou a exposição do novo, como todos nós sabemos, o ser humano resiste ao desconhecido que a novidade da arte representa.
Todas as vivências que compõe os projetos e trabalhos do artista, imantam a exposição dos 80 memoriais, que a partir de julho de 2010 irá percorrer vários espaços culturais de Itajaí e região.
por Cláudia Regina Telles
Contatos
(47) 9159-4220 8424-0117
ceramicalquimica@gmail.com
http://ceramicalquimica.blogspot.com/http://silvestrejoaodesouzajunior.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma história contada com imagens e memórias

NOTAS DA CURADORIA DA EXPOSIÇÃO
A idéia de realizar a exposição com memoriais, nasce da organização e registro do acervo de trabalhos, projetos escritos do artista. Na intenção é compor um panorama da trajetória de 40 anos dedicados à investigação de múltiplas linguagens. Silvestre, sempre buscou conhecer e ir aos limites dos seus potenciais criativos, do conhecimento das matérias e dos materiais, do ser inventivo a partir destes.
Os memoriais apresentam uma linha do tempo que costura vivências artísticas através de textos e imagens, que contam das experimentações de múltiplas linguagens e como o artista se encontra na cerâmica e que agora redescobre seu trabalho através dos memoriais e do meu olhar. Nessa linguagem, a busca por saberes empíricos da antiga arte cerâmica, forjados durante horas e horas frente ao forno cerâmico, a o fazer cerâmico, nas mãos artista sempre se renova.
Tomei a iniciativa e argumentei a favor da idéia, pois até Silvestre, não achava importante que em vida fosse realizado este tipo de trabalho e de exposição, e que isto seria para depois da sua morte.
Faz três que acompanho a vida de Silvestre e admiradora do seu trabalho artístico e comunicadora que sou, sempre busquei compartilhar suas experiências, a vida e a arte presente nas obras. Ao comentar com algumas pessoas, jovens artistas, poetas, escritores, educadores e participantes da vida cultural da cidade, percebi que não conheciam o trabalho de Silvestre, um artista local tão expressivo. Notei que somente pessoas que viveram a Itajaí dos anos 60, 70, 80, conheciam o trabalho de Silvestre e conheciam sua dedicação a arte. Mesmo o mural escultórico “OS Carijós”, pensado, executado e doado à cidade pelo artista, que está exposto desde 1984 na Casa da Cultura, não tinha sua autoria conhecida pelos jovens. Além da memória fragmentada e frágil dos dias de hoje, a conhecida capacidade do povo brasileiro em esquecer a sua própria historia, as circunstâncias sociais e culturais, às demandas de estudos e do fazer cerâmico que afastaram o artista da convivência do meio artístico de Itajaí.
Silvestre passou longos períodos residindo em Buenos Aires onde compartilhou vida e arte com a artista Argentina Alicia Arena e desenvolveu cursos e participou da vida cultural desta europa latina que é aquela cidade. Com a artista cria o Grupo Piromaníacos, que participa de várias exposições e salões.
Depois da morte de Alicia, em 2004, vai para Tras las Sierra, montanhas na Província de Córdoba, onde desenvolveu vivências de cerâmica com crianças indígenas daquela região e conheceu saberes primitivos de fazer cerâmico com oleiros locais.
A Exposição “Memorial da trajetória artística de Silvestre João de Souza Júnior - 40 anos dedicados à Arte” objetiva oportunizar o conhecimento das vozes do artista através de sua própria memória, ecos da sua lembrança, o que é raro acontecer, pois em nossa cultura, o artista bom é o artista morto. Valorizo a vida e suas possibilidades, creio que vivemos tempos em que é urgente e necessário valorizar e celebrar a vida humana. O artista enquanto presença viva na sociedade, é marginal, pois todo artista de verdade tem seu lado incomodo, pois não há arte sem ruptura, sem transformação e sem a revelação ou a exposição do novo, como todos nós sabemos, o ser humano resiste ao desconhecido que a novidade da arte representa.
Considerei que era necessário dar a conhecer todo o percurso que este homem itajaiense empreendeu na contramão da sua formação familiar e educacional. E que na sua intensidade abdicou de valores e da vida convencional para viver a liberdade de ser o que é, e expressar, manifestar suas vivencias, a imaginação, a inteligência, a sensibilidade, a reflexão filosófica e a crítica social através de trabalhos em diversas linguagens artísticas, como a exposição irá revelar.
Tudo contou empreender o registro do acervo, e dedicar 2 meses o trabalho arquelogia e garimpo nas pastas, caixas, as conversas, os comentários decorridos da iniciativa. Confesso que foi árduo o processo de organização do acervo de desenhos, esboços e registros fotográficos dos trabalhos presentes no ateliê e digitalização das imagens, as histórias que elas evocam dos labirintos da memória do artista às lembranças impregnadas de passado, de vida e de arte. E posso assegurar que este foi o desafio do artista, o voltar ao passado, pois o artista Silvestre tem o olhar para o presente e para o futuro.
E como em todo processo de confronto ouve belos encontros com a história, com o ser em descoberta, com a poesia da vida desenhou os caminhos de aprendizados do artista na sua busca intensa de arte.
A exposição também irá disponibilizar poemas e textos da década de 70 e 80, memórias e histórias de alguns episódios que escrevi a partir das memórias de Silvestre, já que ele não se interessa atualmente pela arte da palavra.
Muitas pessoas foram contatadas na busca de fotografias e documentos sobre os anos que Silvestre dirigiu a Casa da Cultura e convivência artística, outras visitadas para registro fotográfico de trabalhos do artista adquiridos há mais de 20 ou 30 anos atrás. Todas as vivências imantam a exposição que pretende percorrer os vários espaços culturais de Itajaí e região.


por Cláudia Regina Telles


http://ceramicalquimica.blogspot.com/http://silvestrejoaodesouzajunior.blogspot.com/